Longa Postagem/Long Post

Esse vai ser um post longo, mas acredito que explica muito sobre o  D.A.M!

This will be a long post, but I believe it will explain a lot about D.A.M! English version  under Portuguese version in the end of the post!

beethoven 2

Quando eu entrei na faculdade de música em 2007 eu costumava ter “sonhos” muito bizarros onde eu entrava em grandes templos e havia música em todos os lugares!Dentro desses templos se encontravam todos os compositores que já habitaram este planeta e nos deixaram seu incrível legado, e eu sempre acordava me lembrando apenas de flashes e vez ou outra algum compositor falava uma frase impactante e quando, por curiosidade, eu pesquisava sobre a vida desse compositor ele havia dito essa frase durante sua vida, o que me deixava espantado com a coincidência. Nesses sonhos vez ou outra eles me falavam sobre algumas técnicas composicionais que eu tinha muita curiosidade sobre aprender, eram dicas e as vezes explicações teóricas extensas(era engraçado porque as vezes eles apareciam na frente de um quadro com um giz e era como se eu estivesse assistindo uma aula), mas que ao acordar e testar essas dicas e explicações elas funcionavam, me deixando realmente espantado mas feliz ao mesmo tempo por estar aprendendo lições tão valiosas!

Durante os dois primeiros anos de faculdade(2007 e 2008), esses sonhos aconteciam constantemente( 2007 era quase que diariamente tais sonhos) e quando comecei a me aprofundar nas pesquisas das técnicas composicionais que eles haviam me falado na faculdade e sobretudo após ter composto o Ep Possessed em 2009 a frequência desses sonhos foi diminuindo até desaparecer por completo em 2010 e 2011 que foi quando terminei o curso de música na faculdade. Havia, as vezes, dentro desses templos determinadas solenidades e alguma espécie de celebração com várias pessoas desconhecidas e esses compositores, eles falavam frases em alemão( que estranhamente eu ouvia alemão mas entendendo em português, muito bizarro) como ” é bom que você retornou” e algumas outras saudações, me mostravam imagens que seriam de  “vidas passadas” ,para quem acredita nessa doutrina, e algumas dessas imagens me perturbaram durante um bom tempo e evito de falar sobre as coisas que ví e me mostraram para não colocar em dúvida minha sanidade para as outras pessoas. O que me lembro é que eu realmente me sentia bem tendo esses sonhos e lá parecia ser o melhor lugar do mundo com todo aquele conhecimento que emanava e lamento muito não ter mais esse tipo de sonho hoje em dia . Importante ainda é dizer que sem esses sonhos acho que jamais existiria D.A.M, pois sinto que as coisas que aprendi durante esses sonhos interferiram durante o meu curso para a assimilação e compreensão das técnicas em que esses compositores foram grandes mestres e acaba servindo de inspiração para algumas letras onde misturo muitas vezes lembranças desses sonhos com experiências de minha vida pessoal. A coisa que eu mais desejava aprender quando entrei na faculdade era contraponto, meu professor de piano antes da faculdade o Daniel Laviola sempre me fazia analisar as peças que eu estudava para as compreender e tocar melhor, então eu era ciente da existência dessa técnica de compor várias melodias simultâneas e me lembro que muitas vezes analisamos acordes de músicas, era bem divertido. Os dois grandes mestres que mais me recordo de ter encontrado durante os meus sonhos foram grandes mestres do contraponto, cada um da sua maneira específica mas estranhamente com algum grau de semelhança entre sí pois tanto a Fuga  quanto a Sonata clássica no meu entender possuem um elemento em sua essência que leva o compositor de algum modo a derivar as outras sessões do motivo inicial daquilo que na Fuga chamamos de Sujeito e na Sonata chamamos de Tema. O primeiro desses mestres era o Bach, o famoso J.S (hahaha :P), eu me lembro de explicações e mais explicações que eram como metáforas para entender a arte de se compor contraponto e que fizeram um plim na minha cabeça quando fui começar a estudar contraponto na faculdade em 2009. Ele dizia que o importante no contraponto era o Ritmo sempre, que pensar ritmicamente era mais importante do que as consonâncias entre as diversas melodias( claro que não falava explicadinho assim) e me dizia diversas combinações numéricas que nunca entendi, mas que acredito ser alguma espécie de fórmula genérica sobre que tipo de intervalo musical utilizar, essa parte é realmente confusa. Um dia ainda penso em fazer alguma obra e dedicar a ele, mas a razão desse longo post é o outro grande mestre pois esse foi mais importante! O segundo grande mestre era o Beethoven, ele se apresentava a mim naqueles sonhos como o guardião daquele templo ou algo do tipo e era a figura que mais aparecia nesses sonhos. Ele era um pouco severo e me lembro que as lições dele eram as que mais me assombravam pois eram extremamente reais e detalhadas, por exemplo: lembro-me uma vez que ele falou as notas de uma sessão de sua bagatela Fur Elise, uma peça que nunca tive interesse em tocar porque todo mundo toca e eu ficava meio puto com isso (haha), era o pedaço em fá maior se não me falha a memória ele falou todas as notas e quando acordei e fui no meu teclado tocar testando soou o trecho em questão( lembro-me que senti um arrepio gelado sinistro nas costas após isso). Muitas vezes ele conversava comigo numa espécie de inglês esquisito e ficava me chamando de “pequeno lobo” e acho que as técnicas de desenvolvimento de motivo que mais aplico derivam dele. Em 2014, durante as férias de Janeiro, tive a oportunidade de analisar a quinta sinfonia do Beethoven ao lado do meu amigo Iz Castro onde pude perceber que grande parte das técnicas de desenvolvimento que ele aplica na forma sonata derivam de técnicas contrapontísticas! Ele costuma fazer aumentações e diminuições do tema,  algo que realizei na música Possessed por exemplo, e fiquei muito feliz de constatar isso pois é algo que realmente gostei muito de aplicar em obras passadas do D.A.M e que acho que nunca pararei de usar.Lembro que uma vez subi uma escadaria enorme nesses sonhos e ele estava lá no topo me esperando e ele falou algumas coisas pessoais que não vêm ao caso de serem ditas aqui, mas que me fizeram focar bastante em meus estudos. Ele foi a figura mais marcante nesses sonhos e estou terminando de compor um album em sua homenagem, é meio loucura mas é uma espécie de agradecimento por todas as lições valiosas que recebi dele nesses sonhos malucos e também um agradecimento por todo o legado que ele nos deixou com sua obra que é fonte interminável de inspiração para o estudo das técnicas composicionais. Esse álbum contém 11 músicas e o motivo principal, que conduz o album inteiro, foi baseado em um dos temas de sua Sonata número 8 para piano a Sonata Patética. Esse álbum está sendo fantástico pois estou tendo a oportunidade de usar contraponto de uma maneira totalmente nova no contexto do Heavy Metal, acho que vai ser o álbum mais “contrapontístico” até então! Tenho ficado bastante empolgado também com a maneira que estou conectando as músicas, é algo muito nerd mas que realmente tenho que começar a criar conteúdo explicando para vocês como funciona! Em termos de sonoridade é o album mais Power metal do D.A.M ,  lembrando bastante em minha opinião bandas como X Japan e Galneryus pois me inspirei bastante nos mestres japoneses  do estilo( tanto do Power metal quanto de trilha de jogos que é uma outra grande paixão minha) , em relação a isso estou empolgado também porque estou conseguindo misturar essa sonoridade com influências mais recentes que tenho ouvido, então é como se fosse um power metal “moderno” misturado com death metal melódico obviamente. Fiz esse post longo pois achei importante compartilhar essa informação com vocês, visto a alegria que tem me dado compor esse álbum! Acho que nesse post vocês vão poder entender um pouquinho também da estória por trás da Grande Trilogia do D.A.M que provavelmente terá seu último lançamento realizado apenas no ano que vem, visto que tem muitas coisas que desejo lançar fora da Trilogia. Quando criei o D.A.M, a minha única intenção era mostrar ao mundo o resultado das pesquisas que realizo sobre técnicas composicionais da música erudita quando aplicadas no contexto do Heavy Metal! Nada me faz mais feliz e acho que o D.A.M em sua essência é isso! Grande abraço a todos e aguardem vários lançamentos vindo 🙂

When I entered in the Music college in 2007 I used to have weird “dreams” in which I enter in big temples and there was music everywhere! Inside those temples there was inside all composers that already lived in this planet and left to us their amazing legacy, and I Always Wake remembering some small scenes and sometimes a composer used to say a impactful frase and when, by curiosity, I researched about the life of that composer he said that phrase he said it when he was alive, what used to make be  amazed with the coincidence. In those dreams sometimes they used to told me about some compositional techniques that I was curious to elarn about, it was hints and sometimes long theoric explanations(use to be funny because they appeared in front of a black board with a chalk and was like I was watching a kind of class), but when I Wake and tested those hints and explanations they actually worked, making me feel really astonished but happy at same time for learning so valuable lessons!

Over the first two years of my college course(2007 and 2008) those dreams happened in a constant way( I can say 2007 they used to be almost daily) and when I started to go deep further in my researches about the compositional techniques my teachers said to me in the college and  especially after I composed EP Possessed in 2009 the frequency of those dreams was disappearing until thye completely disappeared in 2010 and 2011, that was when I finished my music degree at the college. Inside those temples sometimes there was some kind of solemnities and a kind of celebration with lots of unknown people and those composers, they used to say phrases in german( that in a weird  way I heard german but understanding in portuguese, really weird) like “ it´s good that you returned” and many other greetings, they used to show to me images which would be of “past lives”, for those who believe in this doctrine, and some of those images really disturbed me for a long time and I avoid to talk about the things I saw to not put in check my sanity to other persons.

What I really remember is that I used to feel really good having those dreams and there seems to be the best place in the world ever with all the knowledge that the place emanated and I really regret not having those kind of dreams nowadays. I believe it´s importante to say that without those dreams I guess that we would have no D.A.M, because I feel that the things I learned during those dreams interfered during my degree to the assimilation and comprehension of the techniques that those composers were great masters and also everything somehow it´s a kind of inspiration to write lyrics where lot of times I mix my memories of those dreams with some experiences from my personal life.

The skill that I wished the most to learn when I entered college was counterpoint, my piano teacher before college Daniel Laviola always made me analyze the piano pieces to understand and play them better, so I was aware about the existence of the Science of composing simultaneous melodies and I remember that loto f times we used to analyze the chord of those pieces, used to be really fun.

The two great masters that I remember the most to met during my dreams were both great masters of the counterpoint, each one in it´s particular way but oddly  with some similarity between their work because both Fugue and Classical Sonata in my understanding have na elemento in their essence that makes the composer somehow to develop the sessions from the initial motif from what in the Fugue we call “the Subject” and in the Sonata “the Theme”.

First of those great masters was Bach, famous J.S ( hahaha :p), I remember explanations and more explanations that were like metaphors to understand the art of composse counterpoint that made a “EUREKA” inside my head when I started to study counterpoint in the college in 2009. He use to say that the important in the counterpoint is Always the Rhytm, that thinking rythmically was more importante than the consonance between the melodies( he used to say not that clear) and also used to say numeric combinations that I never got it, but that I believe to be some kind of generic formula about what kind of musical interval use in any situation, this part is really confuse. One day I still think about creating something and dedicate to him, but the reason fo this long post is the other great master because this one was more important!

The second great master was Beethoven, he presented to me in those dreams as the “guardian of the temple” or something like that and was the character that appeared the most in those dreams. He used to be  a little severe and I remember that his lessons were the ones that used to astonished me the most because they were extremely detailed and real, for example: I remember one time that he said the notes of his bagatelle “Fur Elise”, a piece that I never had the interest in playing because everyone used to do that and that used to amde me angry somehow(haha), it was the session in F Major if my memory is not failing, he said all the notes and when I Wake and went to my keyboard to play them testing what would sound , it sounded  that part in F Major( I remember that I felt a cold chill in my back after that).Lot of times he talked to me in a kind of weird english keeping calling me “little wolf” and I believe the motif development techniques that I apply the most derived from him.

IN 2014, in January´s vacations, I ahd the opportunity to analyze his fifth symphony alongside my dear friend Iz Castro, where I could realize that most part  of the development techniques that him applies in the sonata form comes from counterpoint techniques! He uses augmentations and diminutions of the theme, something that I also made in the song Possessed for example, and I became really happy to discover that because is something that I really liked to apply in past D.A.M´s works and that I believe I will never stop to use.

I remember one time I went up a huge staircase in those dreams and he was at the top waiting me and he said some personal things that is not the case to say here, but made me focus a lot in my studies.

He was the most outstanding  character in those dreams and I am finishing to composse na álbum in his honor, it´s somehow madness but it´s a kind of thanks for all the valuable lessos that I received from him in those crazy dreams and also a thanks for the legacy that he elft with his work that is a unlimited resource of inspiration of the studies of compositional techniques. This album has 11 songs and the Main motif, that changes along the álbum, was based in one of his themes from Piano Sonata number 8 the Pathetic.

Composing this album is being fantastic because I am having the opportunity to use counterpoint in a totally new way in the heavy metal context, I believe this one will be the most “contrapuntal” till now! I´ve been really excited also with the way I am connecting the songs, something that is really nerd but I really need to start to create contente to you explaining how it Works! Talking about the sonority it´s the most Power Metal one from D.A.M, remembering in my opinion bands such as X Japan and Galneryus because I inspired a lot in the japanese masters of this style( Both Power Metal and Game soundtracks that is another great passion of mine), and about that I am really excited because I managed to blend this sonority with more recently influencies that I´ve benn hearing, so it´s like a “modern” power metal blended with melodic death metal obviously.

I made this long post because I though is important to share this information with you, due to the happiness that composing this album is giving to me! I beliebe in this post you will be able to understand a little about the story behind the Great Trilogy from D.A.M that probably will have the last release only next year, because there´s many things besides the trilogy that I want to release before ending it.

When I created D.A.M, my only intention was to show the world the result of the researches I make about Composition techniques from classical music when applied in the heavy metal context! Nothing makes me more happy and I think that is what D.A.M is in it´s essence! Big hugs to you all, wait lot of releases coming 🙂

Guilherme de Alvarenga

Advertisements

3 thoughts on “Longa Postagem/Long Post

  1. Acho q eu estou enganado, mas seriam os dois personagens q aparecem no álbum The Awakening os seus dois mentores nos sonhos, e vc seria o personagem q olha pro espelho? No caso aquele seria o templo que fala?
    Apenas um palpite.

    Liked by 1 person

    • Quem sabe Vitor? 😉 A estória é aberta a interpretações, por esse motivo eu quis apenas escrever as letras e não uma estória com roteiro e etc!

      Acredito que as dicas estejam nas letras, o que me lembra que tenho que disponibilizar todas elas de maneira acessível para vocês!

      grande abraço

      Alvarenga

      Like

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s